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Nossa! Mas estamos brigando por isso?


Você já teve uma briga com seu parceiro e que na sua cabeça a discussão começou por algo aparentemente bobo?



Muitas discussões que acontecem dentro de um relacionamento começam assim, algo que parece pequeno para um, mas que é uma importante área sensível para outro.


Christensen, Doss e Jacobson, autores do livro Diferenças Reconciliáveis, comparam nossas sensibilidades emocionais a uma reação alérgica. Notem a quantidade de coisas que as pessoas podem ser alérgicas: leite, amendoim, frutos do mar, ovo, etc. Quando pessoas alérgicas entram em contato com esses alimentos, inicia-se uma grande reação alérgica: o corpo pode reagir com tosse, espirros, erupções cutâneas e coceiras, tudo muito rápido.


Algo parecido acontece com a gente. Imagina que você seja sensível à crítica, sensibilidade que foi sendo construída ao longo de sua vida, isso faz com que ao menor sinal de uma fala/ação de seu parceiro, você reaja fortemente, mesmo que essa não seja a intenção dele. Quando isso acontece, o seu parceiro fica pensando por que vc agiu daquela forma ou por que vc não é simplesmente igual a ele.


Quando uma área sensível é tocada, é comum surgir a raiva, podemos nos defender ou atacar veementemente, e a continuidade disso, você já sabe... Há grandes chances das coisas piorarem, pq seu parceiro irá se defender ou atacar e vc atacar novamente, e por aí vai. As coisas só pioram.


Algo que fazemos muito pouco, por ser bem difícil, envolve compartilharmos as emoções ocultas presentes. Pense em um iceberg, na parte que é visível e a na grande parte que está abaixo da superfície. Normalmente deixamos o nosso parceiro ver apenas as emoções acima da superfície (raiva, irritação, ressentimento) e não descrevemos para o outro o que estamos sentindo naquele momento, que é mais oculto (medo, insegurança, solidão, ansiedade), por ser mais difícil ou por desconhecermos que estamos sentindo isso também.


Tente ter consciência sobre quais são suas sensibilidades emocionais, suas “alergias”. Quando passamos a ter consciência de nossas sensibilidades emocionais, podemos compartilhar com o nosso parceiro, podemos dar a ele uma oportunidade de se tornar mais consciente do que é difícil, possibilitando que ele se torne mais compassivo e empático. Além disso, podemos trabalhar para nos tornarmos menos sensíveis ou menos impulsivos (falarei disso em outras postagens) e consequentemente produzir relacionamentos mais eficazes.


Nota: Eventos externos ou estressores modificam muito a forma como essas sensibilidades são experimentadas. Por exemplo, os impactos gerados pelo novo coronavírus.


Terapia de Casal Online

Psicólogo Gleison Pessoa


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